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Custos de Produção -> Custo de Produção Dendê 2014


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         O texto abaixo descreve e analisa os principais componentes do custo de produção – referentes aos anos iniciais, ou seja, ao período de implantação da produção do dendê, especificamente no nordeste do estado do Pará. Foram considerados os três primeiros anos como sendo o de implantação da cultura, de tal forma que o Ano “0” é referente ao plantio e os anos “1” e “2” os tratos subsequentes necessários para a manutenção do dendezal (Tabela 1).

  

Como observado na tabela acima, o primeiro ano requer maior investimento devido a alta demanda de insumos. O custo com mudas é considerado como insumo, representando 24 % do custo total, R$ 1.072,50/ha, como mostra a Tabela 2 abaixo, com custo unitário de R$7,50. Outras despesas significativas são aquelas com piquetamento para marcar as linhas de plantio, e o gasto com logística, como a construção e adequação de estradas.

Outro custo com a lavoura é o semeio de Puerária (Kudzu tropical) nas entrelinhas, esta leguminosa é utilizada como adubo verde. A aplicação de herbicidas no primeiro ano é realizada pré e pós plantio, fazendo com que o período inicial da cultura demande maior investimento com este item, ocasionando portanto, aumento nas despesas no ano inicial.

A Figura 1 demonstra a distribuição do custo de produção nos anos iniciais de implantação.

As operações mecânicas e manuais acima citadas são relativas ao preparo do solo, por isso ocorrem somente no ano de implantação. Por outro lado, as despesas com mão de obra na condução das plantas são praticamente constantes, tendendo a diminuir nos anos posteriores.

Na Figura 2 está especificado as despesas de preparo do solo com mão de obra manual, mostrando que a roçagem é a operação com maior demanda, seguida pela aplicação de herbicida. 

A Figura 3 apresenta a composição do custo de produção nos três anos da implantação.

O custo com insumos e mão de obra são os maiores na implantação do investimento, sendo de 33,4% e 30,6% respectivamente.  Na cultura do dendê a mão de obra é utilizada intensamente, vastamente utilizada nas operações de rebaixo, do coroamento, da aplicação de adubo e da poda.  As operações mecânicas e manuais, de plantio e de preparo do solo, representam aproximadamente 5% na composição do custo cada uma. Os gastos com gestão e fitossanidade são referentes a percentagem previamente inserida no projeto de implantação, sendo considerado 3,0% ao ano para gestão e 2% para fitossanidade, sendo que esta última é baseada em operações de prevenção de doenças.

Para a implantação do dendezal existe também as despesas com construção e adequação de estradas que representam 11,7% do custo total somado a operação do empiçarramento (5,1%) que consiste no cascalhamento das vias de acesso.

 

O dendê começa a produzir a partir do 3° ano da implantação, sendo que a produtividade média de cachos de frutos frescos (CFF) na Amazônia se estabiliza a partir do 7º ano com média 20 t/ha/ano. Considerando para o 3º, 4º, 5º e 6º ano produtividades de 27%, 45%, 81% e 90% da máxima obtida.  Estudos realizados pelo CREFBIO demonstraram que o produtor passa a ter um saldo acumulado positivo no fluxo de caixa à partir do Ano 8. 

 
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