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Custos de Produção -> Custo de Produção Soja 2013/2014


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Análise do custo de produção da soja para safra 2013/2014: Comparativo entre produção dos estados de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

 

Na Tabela 1 está discriminado os custos de produção da safra 2013/2014, por estado, bem como a diferença no custo total para a cultura. Os dados dos custos foram disponibilizados por cooperativas de agricultores familiares nos respectivos estados.

De acordo com os dados o maior custo de produção foi no estado do Paraná, seguido por Goiás. O principal responsável pelo elevado custo no estado paranaense foram as despesas com defensivos, quando comparadas aos outros dois estados, como exemplificado na Figura 1.  Esse elevado custo pode ser explicado pela maior preocupação dos agricultores com a incidência de pragas, principalmente a Helicoverpa armigera, que vem provocando elevados prejuízos à safra brasileira.

A operação de plantio e preparo do solo nas três regiões tiveram custos muito próximos, como demonstrados na Figura 1, considerando que no preparo do solo ocorre somente a dessecação de plantas daninhas. Outro custo analisado foi relacionado aos tratos culturais, utilizado em maior número de operações na aplicação de inseticidas em Goiás, apresentando portanto, maior custo com esta operação em relação aos demais estados. Por outro lado, Goiás apresenta menor custo na utilização de defensivos.

O custo com sementes no Rio Grande do Sul é o menor, provavelmente pela região ser polo produtor de sementes e por chegar mais facilmente ao agricultor, incidindo menor valor de frete e sem interferências de atravessadores. Destaque também para os custos relacionados com colheita.

O uso da mão-de-obra é relativamente baixo, devido às operações mecanizadas de colheita e plantio de soja, em ambos os estados, utilizada somente no tratamento e sementes. 

A Figura 2 apresenta a participação percentual de cada componente no custo de produção. No Rio Grande do Sul e em Goiás o que compõe a maior parte são as despesas com fertilizantes, seguidas pelos defensivos.  Já no Paraná os defensivos nesta safra representaram 41% do custo de produção total, devido à grande incidência de pragas.

A Figura 3 expõe a composição dos custos com defensivos. Goiás e Rio Grande do Sul apresentaram maiores despesas com adubo explicado, principalmente, pelos solos mais férteis do estado paranaense, demandando, portanto, menores quantidades de fertilizantes. 

A Tabela 2 apresenta a receita e a margem bruta esperada nos três estados por hectare. Considerando a produtividade de 3,5 ton./ha para os três estados, conclui que a maior margem bruta é no Rio Grande do Sul com preço médio recebido pelo agricultor familiar de R$ 65,13/sc. O Paraná, apesar de apresentar maior custo de produção, teve margem bruta 10% superior a do estado de Goiás, R$ 64,00/sc. O estado gaúcho apresentou margem bruta 16% superior ao estado goiano, R$ 65,13/sc.


 

 
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