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Produção de soja

O setor de biodiesel no campo internacional foi marcado pela não renovação dos subsídios para os produtores americanos e pelas barreiras criadas pela União Européia à importação de biodiesel da Argentina. Já o mercado da soja, principal oleaginosa na produção de bicombustíveis, sofreu forte alta ao longo do ano, motivadas principalmente por problemas climáticos nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a safra ficou abaixo da estimativa inicial.  Para não afetar o consumo interno nos EUA, principalmente o abastecimento para a indústria de rações, houve o decréscimo das exportações e conseguinte o aumento do preço no mercado internacional. O ano de 2012 também foi marcado pela dianteira do Brasil na exportação de soja no mercado internacional, segundo o USDA, a previsão é que o país exporte 38 milhões de toneladas, contra 36,06 milhões de toneladas dos EUA, que era o maior exportador de soja do mundo.

 A forte seca ocorrida nos EUA e seu impacto sobre as lavouras pode fazer com que a produção, antes estimada em 87 milhões de toneladas, caia em torno de 10% segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA. Por conta deste cenário, o EUA pode perder o posto de maior produtor e exportador mundial de soja, sendo passado pelo Brasil, onde é previsto safra de 82 milhões de toneladas de soja, de acordo com dados da USDA.

Até o final do primeiro semestre de 2012, o mercado internacional de soja vinha sendo precificado pela expectativa de safra norte-americana, bem maior, frente à anterior. Esse cenário ajudaria a renovar os estoques mundiais de passagem e elevar a relação estoque/consumo, importante para não permitir reações expressivas de preços. Porém em julho, o clima quente e seco prejudicou o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. O forte aumento no preço da soja, principal matéria prima na produção de biodiesel, pode impulsionar o preço dos biocombustíveis no mercado internacional e brasileiro, já que os produtores darão preferência por exportar a soja a processá-la para a produção de biodiesel, diminuindo assim a produção brasileira e mundial. 

Utilização de Biocombustíveis 

O avanço na utilização de biocombustíveis foi expressivo no ano de 2012. O mercado de bioquerosene/biodiesel para a aviação obteve grandes avanços na utilização em vôos comerciais ao redor do mundo, buscando a produção sustentável de biocombustíveis para este setor. Houve forte incremento na produção e utilização de biocombustíveis para a aviação civil, onde várias companhias áreas passaram a investir na utilização de bioquerosene e em pesquisas buscando viabilizar a sua utilização na aviação comercial. Em vários países ocorreram os primeiros vôos utilizando 50% de bioquerosene de aviação com 50% de querosene de aviação convencional (MINISTÉRIO MINAS E ENERGIA). Espera-se, com a utilização de biocombustíveis na aviação, reduzir a emissão de CO2 pelas empresas aéreas. Várias companhias aéreas estão investindo em análises e pesquisas objetivando avaliar a melhor forma de apoiar o desenvolvimento de processos que acelerem a comercialização de biocombustíveis de aviação e identificar as soluções de combustíveis alternativos mais promissores.

De acordo com dados do Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, houve avanços na comercialização e produção de biocombustíveis em todo o mundo no ano de 2012. Na Índia o governo anunciou testes com B100, produzido a partir de uma microalga marítima cultivada em uma formação salina. O País também aprovou a mistura obrigatória de 5% de Etanol a Gasolina (E5), visando substituir 20% dos combustíveis fósseis por combustíveis renováveis ate 2016/2017 e beneficiar os agricultores de cana-de-açúcar ao garantir mercado e incentivar pequenos e médios agricultores. O Equador estabeleceu a produção e comercialização de biodiesel à base de óleo de palma em nível nacional, determinando mistura obrigatória de 5% de biodiesel no diesel fóssil (B5). A África do Sul, maior consumidor de energia dentre as 53 nações africanas, introduziu a mistura de 10% de etanol à gasolina (E10), objetivando integrar o grupo de 30 países no mundo que discutem ou promovem o uso de energias renováveis no setor de transporte, somando esforços para tornar o combustível renovável um produto livremente comercializável no mercado mundial.

 

 

 
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