Governo de Minas
 
Você está em: Página Inicial / Publicações

Custos de Produção -> Analise de Custo de Produção do Milho 2014/2015


Baixar versão em PDF

Análise do custo estimado de produção de milho para safra 2014/2015

    A estimativa do custo de produção para a cultura do milho na primeira safra de 2014/2015 para os estados de Goiás e Rio Grande do Sul a partir de informações para a agricultura familiar da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estão dispostas no decorrer do texto abaixo.

            Na Tabela 1 é possível analisar as diferenças nos custeios da lavoura de milho em dois dos principais estados produtores, haja visto que a agricultura familiar dispõe de tecnologia e de técnicas de produção, reduzindo ao máximo as perdas e maximizando os ganhos.

Tabela 1: Discriminação dos custos de produção do milho (R$/ha) nos estados do Goiás e Rio Grande do Sul.

Discriminação

GO

RS

Despesas de Custeio da Lavoura

R$ 1.358,37

R$ 1.720,11

Outras despesas

R$ 66,69

R$ 72,28

Despesas Financeiras

R$ 17,96

R$ 24,14

Depreciações

R$ 78,30

R$ 200,62

Custo Operacional

R$ 1.536,00

R$ 2.020,96

Outros Custos Fixos

R$ 14,68

R$ 3,81

Gestão da Propriedade Familiar

R$ 272,37

R$ 917,19

Fonte: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP e Cooperativas Agricultura Familiar.

            Analisando a Tabela 1, é possível avaliar que os custos de produção do milho para a safra foram maiores no estado do Rio Grande do Sul. Ao comparar as despesas do custeio da lavoura o estado apresentou despesas 26,68% a mais do que as de Goiás, além disso a produtividade média obtida no sul é de 500 kg/ha abaixo do estado do Centro-oeste, em Goiás foi estimada a produção de 4.500 kg/ha enquanto que no Rio Grande do Sul a produtividade chegou aos 4.000 kg/ha.

A Tabela 2, apresenta os gastos com as despesas de custeio da lavoura, sendo este o principal custo pago pelos produtores em ambos os estados.

Tabela 2: Componentes do custeio da lavoura para a cultura do milho.

Despesas de Custeio da Lavoura

GO

RS

Operação com máquinas

-

308,40

Operações com animal (aluguel)

140,00

-

Aluguel de máquinas/serviços

493,00

-

Gestão da propriedade familiar

272,37

917,19

Sementes

99,00

155,25

Fertilizantes

330,00

260,14

Agrotóxicos

24,00

79,13

Sacaria

-

-

Total das despesas de Custeio da Lavoura

1.358,37

1.720,11

Fonte: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP e Cooperativas Agricultura Familiar. 

A Figura 1 mostra o percentual de cada componente no custo de produção do milho. Se compararmos cada estado, notamos que em Goiás o componente Aluguel de máquinas/serviços detém o maior custo, sendo responsável por 32,10% do total gasto. Já no Rio Grande do Sul o componente responsável por quase metade dos gastos com as despesas da lavoura é Gestão da propriedade familiar, representando 45,38% do total.

Figura 1: Percentual de cada componente no custo de produção do milho.

Fonte: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP e Cooperativas Agricultura Familiar.

            Depois da queda dos preços e da diminuição da área cultivada de milho em 2013/14 a área cultivada no Brasil deve ser reduzida na primeira safra 2014/15 em -10,9% e -4,1% na segunda safra. A área estimada para o milho da primeira safra no Brasil é de 5.898,6 mil hectares, no estado de Goiás 201,7 mil hectares, inferior aos 288,2 mil hectares da última safra. Já no Rio Grande do Sul, a área estimada é de 979,6 mil hectares, apresentando também a redução da área cultivada na safra 13/14, que foi de 1.031,2 mil hectares (Figura 2). Segundo o último Censo Agropecuário realizado pelo IBGE, 45,6% da produção nacional de milho se dá graças a agricultura familiar, isso só demonstra a sua importância para produção agrícola no Brasil.

Figura 2: Área cultivada nos estados de Goiás e Rio Grande do Sul.

Fonte: IBGE.

            Em 2014 o preço do milho teve uma ligeira melhora no primeiro semestre, porém não se manteve no decorrer do ano. Em novembro de 2014 nos estados de Goiás e Rio Grande do Sul, a média das cotações foram de R$ 19,89/sc e R$ 22,39/sc respectivamente (Figura 3).

Figura 3: Média anual de cotações para o milho nos estados de Goiás e Rio grande do Sul, em R$/sc.

Fonte: CREFBIO – Biomercado.

            Com a última seca, as condições climáticas continuam desfavoráveis em boa parte das regiões produtoras de milho no Brasil, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, contribuindo para o aumento das cotações do grão. Ainda conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) em boletim divulgado no último mês, a estiagem atrasou o cultivo de verão e, por consequência, pode atrapalhar o plantio do cereal de segunda safra 2014/15. Influenciados por incertezas climáticas, demanda firme para exportação e consequente aumento nos preços nas regiões dos portos, os preços no mercado interno seguem em alta, de acordo com dados do Cepea.

 
Vila Gianetti 25. Campus Universitário – Viçosa, MG - Telefone: (31) 3899 2185
Skype:
centro.referencia.biodiesel - E-mail: contato@biomercado.com.br
© 2013 - BIOMERCADO - Centro de Referência da Cadeia
de Produção de Biocombustíveis Para Agricultura Familiar